segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Só sei que nada sei

  Escrever, escrever e escrever... As ideias já não são as mesmas, o mundo já não é o mesmo, é o que dizem. A síntese de uma concepção engajada na mente transmitida nas palavras, são elas que nos ajudam a pensar, distinguir, sobressair. Nos transporta para um mundo somente nosso, onde não há a mentira, nem a verdade, não há espaço... nem tempo. Na tradução literal dos meus pensamentos é onde eu preciso estar. 

  Não temo o futuro, apenas saboreio o presente como se o passado fosse inexistente. Sim, há sentimentos ardentes, compulsórios que afligem e corrói, porém entro em sintonia. O contexto vida é algo muito mais belo e abrangente, algo muito mais singelo e transeunte. Me curvo diante da beleza que me é favorecida de modo tão exuberante. Como definhar diante de tamanha grandeza? Somos ínfimos, mas nosso ego insiste em nos falar o contrário. 
  
  Agora me encontro sem inspiração, de onde será que ela vem? Por meio das palavras que formam nossas concepções? Quais concepções? Criadas por outras palavras que foram difundidas por outras palavras? Onde fica o começo? Qual é a nossa real palavra? 

  Em meio ao caos, tento descobrir minha paz. Interiorizar o meu exterior. Quanto tempo preciso disso? Me surgem inúmeras perguntas, que me perguntando surgem cada vez mais dúvidas. Viver a liberdade de ser livre, pensar livre, mas o que é ser livre mesmo? 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A cor do som



  “A música une as pessoas. É o mais profundo medicamento não químico”, afirma o neurologista inglês Oliver Sacks. Segundo ele, o poder da música é fundamental para integrar e curar as pessoas. Verdade, a capacidade que a música tem de conduzir sentimentos pode ser a base de um dos seus maiores benefícios. Na maioria das culturas, cantar, tocar, dançar e acompanhar as apresentações é quase sempre um evento comunitário, sociabilizando as pessoas e as envolvendo. 

  Os ritmos facilitam as interações sociais, além disso, não há dúvidas que eles nos afetam individualmente e psicologicamente. É indiscutível. Não há ninguém que deteste a música. Falo em detestar. Difícil. Consegue imaginar o mundo sem ela? Seria monótono e sem graça. Conhecemos bem o efeito que música tem principalmente sobre o poder de induzir emoções, produzindo estados de espírito que variam de acordo com a subjetividade de cada um. Ela praticamente mexe com todos os sentimentos humanos. Por meio dos sons, podemos tocar outras instâncias. Quando ouvimos sons graves e intensos como batidas de música eletrônica ou rifes pesados de guitarra ficamos inquietos, com energia, com vontade de pular. Já quando ouvimos sons mais leves e suaves relaxamos e quando ouvimos sons orquestrais aumentamos nossa concentração ou inspiração. Já foi provado que ela influencia na produção de hormônios como a endorfina e serotonina, entre outros. Até hoje fico na lembrança de uma matéria que assisti sobre uma garota cega que, através do som, via cores e sentia sabores. É como se os sons da vida produzissem um show que só ela pode ver, um espetáculo que não acaba nunca. Os médicos falavam que ela era uma pessoa única. Mesmo? Fiquei pensando depois de como se dava esse processo, de como a música nos afeta em diversos sentidos.

   A verdade é que ela nos atinge através de sua essência: a vibração. Cada nota musical traz uma freqüência de som que carrega um estado vibratório. Essa vibração é  aquela que que você não "ouve". Melhor, é exatamente aquela que você ouve com os ouvidos, mas, sente no coração! Nosso corpo e as células vibram, os átomos e elétrons vibram, o Universo esta sempre vibrando em uma bela dança cósmica. É dessa forma que ela nos afeta. Um exemplo disto é a experiência do cientista Masaru Emoto, no qual mostraram que os arranjos da estrutura molecular da água apresentam mudanças expressivas quando submetidos energias vibracionais que envolvam palavras, orações, pensamentos, emoções, música, entre outros. Amostras submetidas a pensamentos, sons ou palavras harmoniosas, formam figuras cristalinas, simétricas... bonitas. Em caso contrário, obtém-se formas sem nenhuma regularidade, possuindo um aspecto desagradável. Essa mesma água é a que compreende 75% de um corpo humano e cobre a mesma proporção do nosso planeta. Isso nos faz compreender o quanto nós estamos conectados, permitindo-nos um belo testemunho de que formamos um todo.

  Podemos dizer que cada música tem um determinado “estado energético” e pode influenciar os elementos ao seu redor, talvez por isso ela vem sendo usada em terapia de doenças psíquicas. Ela também é aplicada para melhorar a concentração e conduzir a estados meditativos. Foi comprovado que o aprendizado da música desde a infância desenvolve a capacidade de concentração, o raciocínio matemático e a criatividade. É impossível não sentir que a música é uma terapia e que está ligada à espiritualidade. De alguma forma, ela transcende a matéria e é como alimento para a alma. A música é sim uma mensagem que tem cor, textura e cheiro. Através de cada vibração sabemos se a música é áspera, macia, calma, branca, azul, multicolor e por assim vai... Sintam, saboreiem, façam bom uso dela e vivam bem.


Luz.

terça-feira, 16 de abril de 2013




Retratos da guerra são os grandes vencedores do Putlizer 2013

Fotografia de dois rebeldes sírios que rendeu o Pulitzer ao fotografo da AFP. Ela foi feita em 18 de outubro de 2012

  Esta foi a foto ganhadora da categoria de “Melhor Fotografia” na 97º edição prêmio Pulitzer, um dos principais prêmios do jornalismo documental americano. A condecoração é oferecida pela Universidade de Columbia de Nova York a pessoas que realizam trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e música.

  O autor da foto é o fotografo independente nascido no México e de nacionalidade americana Javier Manzano. Na imagem capturada, dois rebeldes sírios no conflito agachados em suas posições. O detalhe é a luz do sol entrando pelos buracos cravados de bala em um muro de metal, simbolizando bem a tensão do conflito que começou há dois anos, no dia 15 de Março de 2011, com manifestações contra o regime de Bashar al-Assad, estilhaços da Primavera Árabe - como se convencionou nomear este momento histórico - que eclodira no ano anterior na Tunísia. Mas os protestos, os cartazes e os gritos deram gradual espaço aos conflitos, às armas e às mortes.

  Mais de 5000 morreram por semana, isto por que muitos outros nomes não chegam a entrar em nenhuma das listas oficiais, como em qualquer outra guerra. O país e seu povo encontram-se devastados com mais de um milhão de refugiados que deflagrou outra crise e começou a internacionalizar o debate, tomando outras proporções.

  Números que simbolizam a repressão dura de um governo estúpido, embasado em religião. A Síria é composta por vários grupos étnicos e religiosos. Cerca de 75% da população é sunita, mas o regime está solidamente nas mãos da minoria alauita, um ramo do Islão xiíta, cujos fiéis constituem cerca de 10% da população. O atual conflito é, em grande parte, uma luta pelo poder entre sunitas, que formam a esmagadora maioria da oposição, e os alauitas que temem o que lhes pode acontecer caso o regime caia. A religião cega e obsessiva do oriente médio é a causa de todo derramamento de sangue e destruição de valores.

  Outra foto destaque do prêmio foi a do fotografo espanhol Manu Brabo, no qual o pai segura seu filho morto nos braços. Ele e mais cinco fotojornalistas da agência Associated Press foram enviados ao país, para realizar a cobertura da guerra e foram contemplados pela categoria de "Melhor cobertura gráfica informativa". O Jornal “The New York Times” foi o maior vencedor, com quatro prêmios, “Melhor Reportagem Investigativa”, “Melhor Reportagem Explicativa”, “Melhor Cobertura Internacional” e “Melhor Crônica”.


 Um homem segura o corpo do filho perto do hospital Dar El Shifa em Alepo, no dia 3 de outubro de 2012.

Prêmio Plulitzer

  O primeiro Prêmio Pulitzer foi criado em 1917 por desejo de Joseph Pulitzer que, na altura da sua morte, deixou dinheiro à Universidade de Colúmbia. Parte do dinheiro foi usada para começar o curso de jornalismo na universidade em 1912.

  Ele é anunciado sempre em abril e é considerado o 'Nobel do Jornalismo'. Os indicados são escolhidos por uma banca independente. Os prêmios são anuais e divididos em 21 categorias.



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Onda Verde

  É impressionante de como a sociedade cresce de forma desordenada e desorganizada. Não criamos métodos sustentáveis que favoreçam o meio ambiente de um ponto de vista capitalista, fruto de uma visão mecanicista que a humanidade ainda sustenta em relação ao homem x natureza. Essa visão se torna uma base para sustentação do próprio sistema.
  Podemos perceber que tudo (tudo mesmo) que nós produzimos contribui para poluição e desequilíbrio do planeta. Característica de nossa ‘época do petróleo’. Essa, na qual desencadeou o consumismo desenfreado e é fator fundamental para produção de uma ambiguidade no que se diz respeito à sustentabilidade. Parece não percebermos que isso nos afeta em diversos fatores.
 É concreta a idéia de unir desenvolvimento com o que se diz respeito ao termo sustentável, o que nós perguntamos ainda é o porquê não fizemos isso ainda e insistimos em um crescimento contrário essa idéia.
  Há atualmente uma onde verde percorrendo o globo. Diante das grandes catástrofes que vem ocorrendo, há uma mudança de concepção que vem crescendo, o verde ficou em moda. Isso tem quer permanecer mesmo vivo e crescente dentro de cada um de nós, empresas, mídia, política, entre outros. Novas energias alternativas, carros que não poluem, coleta seletiva de lixo, tudo isso contribui e faz a diferença para preservação do ambiente em que vivemos. Mas não é fácil mudar um sistema de crenças em volta da economia do petróleo. O capitalismo inserido nesse sistema não perdoa. Se por um lado há uma transformação de mentalidade, por outro continua-se a insistir em um desenvolvimento em cima de devastação, poluição e consumismo, e este com certeza ainda é maior que o outro.
  O descobrimento do petróleo foi importante. Em virtude houve o rápido crescimento da industrialização, fundamental para criação de energias e para o próprio desenvolvimento de uma nação e da humanidade. Mas o mundo está em constante mudança, assim como nós. É preciso compreender que o planeta é vivo e que nós estamos inseridos nele, ele é nosso lar, não existe outro, tudo o que acontece com a terra reflete em nós mesmos. Doenças, terremotos, furacões, enchentes, o que vemos é que há uma resposta sendo dada, cabe a nós ouvirmos.



Luz.