terça-feira, 16 de abril de 2013




Retratos da guerra são os grandes vencedores do Putlizer 2013

Fotografia de dois rebeldes sírios que rendeu o Pulitzer ao fotografo da AFP. Ela foi feita em 18 de outubro de 2012

  Esta foi a foto ganhadora da categoria de “Melhor Fotografia” na 97º edição prêmio Pulitzer, um dos principais prêmios do jornalismo documental americano. A condecoração é oferecida pela Universidade de Columbia de Nova York a pessoas que realizam trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e música.

  O autor da foto é o fotografo independente nascido no México e de nacionalidade americana Javier Manzano. Na imagem capturada, dois rebeldes sírios no conflito agachados em suas posições. O detalhe é a luz do sol entrando pelos buracos cravados de bala em um muro de metal, simbolizando bem a tensão do conflito que começou há dois anos, no dia 15 de Março de 2011, com manifestações contra o regime de Bashar al-Assad, estilhaços da Primavera Árabe - como se convencionou nomear este momento histórico - que eclodira no ano anterior na Tunísia. Mas os protestos, os cartazes e os gritos deram gradual espaço aos conflitos, às armas e às mortes.

  Mais de 5000 morreram por semana, isto por que muitos outros nomes não chegam a entrar em nenhuma das listas oficiais, como em qualquer outra guerra. O país e seu povo encontram-se devastados com mais de um milhão de refugiados que deflagrou outra crise e começou a internacionalizar o debate, tomando outras proporções.

  Números que simbolizam a repressão dura de um governo estúpido, embasado em religião. A Síria é composta por vários grupos étnicos e religiosos. Cerca de 75% da população é sunita, mas o regime está solidamente nas mãos da minoria alauita, um ramo do Islão xiíta, cujos fiéis constituem cerca de 10% da população. O atual conflito é, em grande parte, uma luta pelo poder entre sunitas, que formam a esmagadora maioria da oposição, e os alauitas que temem o que lhes pode acontecer caso o regime caia. A religião cega e obsessiva do oriente médio é a causa de todo derramamento de sangue e destruição de valores.

  Outra foto destaque do prêmio foi a do fotografo espanhol Manu Brabo, no qual o pai segura seu filho morto nos braços. Ele e mais cinco fotojornalistas da agência Associated Press foram enviados ao país, para realizar a cobertura da guerra e foram contemplados pela categoria de "Melhor cobertura gráfica informativa". O Jornal “The New York Times” foi o maior vencedor, com quatro prêmios, “Melhor Reportagem Investigativa”, “Melhor Reportagem Explicativa”, “Melhor Cobertura Internacional” e “Melhor Crônica”.


 Um homem segura o corpo do filho perto do hospital Dar El Shifa em Alepo, no dia 3 de outubro de 2012.

Prêmio Plulitzer

  O primeiro Prêmio Pulitzer foi criado em 1917 por desejo de Joseph Pulitzer que, na altura da sua morte, deixou dinheiro à Universidade de Colúmbia. Parte do dinheiro foi usada para começar o curso de jornalismo na universidade em 1912.

  Ele é anunciado sempre em abril e é considerado o 'Nobel do Jornalismo'. Os indicados são escolhidos por uma banca independente. Os prêmios são anuais e divididos em 21 categorias.



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