Retratos da guerra são os grandes vencedores do Putlizer 2013
![]() |
| Fotografia de dois rebeldes sírios que rendeu o Pulitzer ao fotografo da AFP. Ela foi feita em 18 de outubro de 2012 |
Esta foi a foto ganhadora da categoria de “Melhor Fotografia”
na 97º edição prêmio Pulitzer, um dos principais prêmios do jornalismo documental
americano. A condecoração é oferecida pela Universidade de Columbia de Nova
York a pessoas que realizam trabalhos de excelência na área do jornalismo,
literatura e música.
O autor da foto é o fotografo independente nascido no México
e de nacionalidade americana Javier Manzano. Na imagem capturada, dois rebeldes sírios no conflito agachados em suas posições. O detalhe é a luz do sol entrando pelos buracos
cravados de bala em um muro de metal, simbolizando bem a tensão do conflito que
começou há dois anos, no dia 15 de Março de 2011, com manifestações contra o regime
de Bashar al-Assad, estilhaços da Primavera Árabe - como se convencionou nomear
este momento histórico - que eclodira no ano anterior na Tunísia. Mas os
protestos, os cartazes e os gritos deram gradual espaço aos conflitos, às armas
e às mortes.
Mais de 5000 morreram por
semana, isto por que muitos outros nomes não chegam a entrar em nenhuma das
listas oficiais, como em qualquer outra guerra. O país e seu povo encontram-se
devastados com mais de um milhão de refugiados que deflagrou outra crise e começou
a internacionalizar o debate, tomando outras proporções.
Números que
simbolizam a repressão dura de um governo estúpido, embasado em religião. A Síria é composta por vários grupos étnicos e
religiosos. Cerca de 75% da população é sunita, mas o regime está solidamente
nas mãos da minoria alauita, um ramo do Islão xiíta, cujos fiéis constituem
cerca de 10% da população. O atual conflito é, em grande parte, uma luta pelo
poder entre sunitas, que formam a esmagadora maioria da oposição, e os alauitas
que temem o que lhes pode acontecer caso o regime caia. A religião cega e
obsessiva do oriente médio é a causa de todo derramamento de sangue e
destruição de valores.
Outra foto destaque do prêmio foi a do fotografo espanhol
Manu Brabo, no qual o pai segura seu filho morto nos braços. Ele e mais cinco
fotojornalistas da agência Associated Press foram enviados ao país, para realizar
a cobertura da guerra e foram contemplados pela categoria de "Melhor
cobertura gráfica informativa". O Jornal “The New York Times” foi o maior
vencedor, com quatro prêmios, “Melhor Reportagem Investigativa”, “Melhor Reportagem
Explicativa”, “Melhor Cobertura Internacional” e “Melhor Crônica”.
Um homem segura o
corpo do filho perto do hospital Dar El Shifa em Alepo, no dia 3 de outubro de
2012.
|
Prêmio Plulitzer
O primeiro Prêmio Pulitzer foi criado em 1917 por desejo de
Joseph Pulitzer que, na altura da sua morte, deixou dinheiro à Universidade de
Colúmbia. Parte do dinheiro foi usada para começar o curso de jornalismo na universidade
em 1912.
Ele é anunciado sempre em abril e é considerado o 'Nobel do Jornalismo'. Os indicados são escolhidos
por uma banca independente. Os prêmios são anuais e divididos em 21 categorias.
