quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A cor do som



  “A música une as pessoas. É o mais profundo medicamento não químico”, afirma o neurologista inglês Oliver Sacks. Segundo ele, o poder da música é fundamental para integrar e curar as pessoas. Verdade, a capacidade que a música tem de conduzir sentimentos pode ser a base de um dos seus maiores benefícios. Na maioria das culturas, cantar, tocar, dançar e acompanhar as apresentações é quase sempre um evento comunitário, sociabilizando as pessoas e as envolvendo. 

  Os ritmos facilitam as interações sociais, além disso, não há dúvidas que eles nos afetam individualmente e psicologicamente. É indiscutível. Não há ninguém que deteste a música. Falo em detestar. Difícil. Consegue imaginar o mundo sem ela? Seria monótono e sem graça. Conhecemos bem o efeito que música tem principalmente sobre o poder de induzir emoções, produzindo estados de espírito que variam de acordo com a subjetividade de cada um. Ela praticamente mexe com todos os sentimentos humanos. Por meio dos sons, podemos tocar outras instâncias. Quando ouvimos sons graves e intensos como batidas de música eletrônica ou rifes pesados de guitarra ficamos inquietos, com energia, com vontade de pular. Já quando ouvimos sons mais leves e suaves relaxamos e quando ouvimos sons orquestrais aumentamos nossa concentração ou inspiração. Já foi provado que ela influencia na produção de hormônios como a endorfina e serotonina, entre outros. Até hoje fico na lembrança de uma matéria que assisti sobre uma garota cega que, através do som, via cores e sentia sabores. É como se os sons da vida produzissem um show que só ela pode ver, um espetáculo que não acaba nunca. Os médicos falavam que ela era uma pessoa única. Mesmo? Fiquei pensando depois de como se dava esse processo, de como a música nos afeta em diversos sentidos.

   A verdade é que ela nos atinge através de sua essência: a vibração. Cada nota musical traz uma freqüência de som que carrega um estado vibratório. Essa vibração é  aquela que que você não "ouve". Melhor, é exatamente aquela que você ouve com os ouvidos, mas, sente no coração! Nosso corpo e as células vibram, os átomos e elétrons vibram, o Universo esta sempre vibrando em uma bela dança cósmica. É dessa forma que ela nos afeta. Um exemplo disto é a experiência do cientista Masaru Emoto, no qual mostraram que os arranjos da estrutura molecular da água apresentam mudanças expressivas quando submetidos energias vibracionais que envolvam palavras, orações, pensamentos, emoções, música, entre outros. Amostras submetidas a pensamentos, sons ou palavras harmoniosas, formam figuras cristalinas, simétricas... bonitas. Em caso contrário, obtém-se formas sem nenhuma regularidade, possuindo um aspecto desagradável. Essa mesma água é a que compreende 75% de um corpo humano e cobre a mesma proporção do nosso planeta. Isso nos faz compreender o quanto nós estamos conectados, permitindo-nos um belo testemunho de que formamos um todo.

  Podemos dizer que cada música tem um determinado “estado energético” e pode influenciar os elementos ao seu redor, talvez por isso ela vem sendo usada em terapia de doenças psíquicas. Ela também é aplicada para melhorar a concentração e conduzir a estados meditativos. Foi comprovado que o aprendizado da música desde a infância desenvolve a capacidade de concentração, o raciocínio matemático e a criatividade. É impossível não sentir que a música é uma terapia e que está ligada à espiritualidade. De alguma forma, ela transcende a matéria e é como alimento para a alma. A música é sim uma mensagem que tem cor, textura e cheiro. Através de cada vibração sabemos se a música é áspera, macia, calma, branca, azul, multicolor e por assim vai... Sintam, saboreiem, façam bom uso dela e vivam bem.


Luz.